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Preocupação: moradias adaptadas para terceira idade

 

Segundo dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última década, o número de pessoas acima dos 60 anos cresceu cerca de 50%, e diante a este cenário, a arquiteta e urbanista Caroline Zamboni, foca cada vez mais na responsabilidade de projetar ambientes acessíveis, principalmente para a terceira idade. Afinal, além da acessibilidade ser regida em norma, também é uma responsabilidade social e os arquitetos e urbanistas que projetam espaços públicos e privados na cidade devem ter esse tipo de cautela e preocupação. 

“No âmbito da cidade, algumas modificações já vêm sendo feitas, como a obrigatoriedade da calçada tátil ou calçada cidadã, e o condicionamento de espaços públicos e comerciais cumprirem as normas de acessibilidade vinculada à aprovação do projeto. Mas, nas residências, não existe esse tipo de normativa. É sempre necessária para o portador de qualquer tipo de especialidade, uma adaptação do local, o que demanda a ajuda de um profissional. Às vezes nos deparamos com apartamentos minúsculos, onde fica muito difícil fazer alguns tipos de adaptações, pois o usuário com necessidade especial não tinha até então, a atenção das construtoras para projetos diferenciados. A gente percebe que isso já está mudando, mas ainda falta muito. 

Algumas medidas podem ser incluídas na fase de projeto para que determinada edificação atenda a todos os públicos, como banheiros com possibilidade de uso para quem é portador de cadeira de rodas, barras de apoio, adequação das alturas de bancadas, espelhos e saboneteiras. Nas áreas gourmets comuns de condomínios, existe a possibilidade de alturas de bancadas e churrasqueiras diferenciadas, piso tátil e antiescorregamento e rampas, dentre outros elementos que podem ser acrescidos a fim de possibilitar o uso a qualquer pessoa.

Hoje, me incomoda muito em locais como shoppings, por exemplo, banheiros separados para cadeirantes. Nós, como arquitetos, temos que incluir essas pessoas. A diversidade daqueles que irão ocupar o espaço precisa fazer parte do conceito e do programa do projeto, e não criarmos um ambiente à parte para tais necessidades”, conclui a arquiteta e urbanista, Caroline Zamboni. 

 

 

 

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