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Verão também traz riscos de doenças respiratórias

Na estação mais quente do ano as doenças respiratórias também atacam. As altas e mudanças bruscas de temperaturas, o clima seco, a intensificação do uso do ar condicionado e o aumento de chuvas contribuem para o aumento no número de casos de asma, rinite, bronquite e sinusite.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o índice de umidade relativa (UR) considerado ideal é em torno de 40% e 60%, e em alguns dias no verão pode chegar abaixo de 20%. 

O ar condicionado é um dos grandes vilões da saúde respiratória no período, segundo a pneumologista Jessica Polese. “As variações de temperaturas aumentam a possibilidade de inflamação dos brônquios e o aparelho resseca o muco protetor deixando as vias aéreas mais vulneráveis, por isso recomendo aos meus pacientes que lavem as narinas com soro fisiológico. É muito importante manter o corpo hidratado, beber pelo menos dois litros de água por dia”, diz a especialista.

Outro problema relativo ao ar condicionado é a falta de higienização correta, que favorece a proliferação de ácaros, fungos e bactérias. O mesmo acontece nas casas de veraneio, comuns em viagens, mas que passam muito tempo fechadas, acumulando poeira, mofo e ácaros. “Essas condições favorecem as crises de rinite alérgica, por isso o ideal é fazer a higienização do local antes”, aconselha a médica. Roupas de cama e de banho devem ser lavadas e, se for possível, é indicado deixar colchões e travesseiros no sol. 

Como a estação é uma das mais chuvosas do ano, a umidade excessiva pode favorecer o aparecimento de mofo nas paredes e armários. “O mofo agrava os casos de asma e o contato recorrente com focos de bolor pode causar até infecções. Crianças e idosos são ainda mais suscetíveis à doença e precisam de cuidados extras”, diz Jéssica Polese.

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